O casal britânico Colin e Chris Weir exibiu nesta sexta-feira (15) em Falkirk, na Escócia, o prêmio de 161 milhões e 653 mil libras, cerca de R$ 410 milhões, que ganhou na loteria "EuroMillions". Lançada em 2004, a loteria abrange nove países europeus: Áustria, Bélgica, Reino Unido, França, Irlanda, Luxemburgo, Portugal, Espanha e Suíça.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Murdoch e filho recuam e vão depor no Parlamento britânico (Postado por Erick Oliveira)
O magnata Rupert Murdoch e seu filho James vão comparecer ao Parlamento britânico na próxima terça-feira para responder a perguntas sobre supostos crimes cometidos por um dos jornais da família, após terem inicialmente recusado o convite dos parlamentares, informou nesta quinta-feira (14) o grupo News Corp.
A companhia anunciou que pai e filho vão comparecer ao Parlamento depois que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, criticou a decisão inicial dos Murdoch de não atender ao pedido.
Rebekah Brooks, chefe-executiva da News International e que era a editora do tablóide News of the World quando teria acontecido o escândalo de grampos telefônicos que está no centro da polômica envolvendo a News Corp, também vai comparecer. Depois que a polícia britânica prendeu um nono suspeito de envolvimento nos grampos telefônicos, identificado pela mídia como ex-editor sênior do jornal News of the World, ganhou força o chamado feito pelo governo para que o organismo regulador da mídia decida se a empresa de Murdoch tem condições de administrar estações de televisão britânicas.
Escândalo
Murdoch, de 80 anos, já foi forçado a fechar o "News of the World" e recuar em seu maior plano de aquisição até agora -- a compra da operadora britânica de TV paga BSkyB -- devido ao ultraje provocado por acusações de que repórteres teriam acessado mensagens telefônicas particulares.
Até agora, Murdoch e seu filho James, o herdeiro de seu império, têm defendido a executiva Rebekah Brooks, que comanda o braço dos jornais britânicos da empresa e era amiga do primeiro-ministro David Cameron, até que este reiterou chamados para que ela seja demitida.
Brooks concordou na quinta-feira em comparecer diante do comitê na próxima semana, mas disse que o inquérito policial pode limitar o que ela poderá dizer.
Murdoch, que é cidadão norte-americano, disse que só vai depor no inquérito público anunciado por Cameron depois de serem levantadas perguntas sobre o papel exercido por alguns policiais no escândalo e sobre as relações entre políticos britânicos e proprietários de mídia.
Paralmento hostilA recepção que os Murdoch terá no Parlamento com certeza será hostil. Na quarta-feira, durante um debate acalorado sobre o escândalo dos grampos, Dennis Skinner, um deputado trabalhista veterano, descreveu Murdoch como 'este câncer no organismo político'. Murdoch e outros executivos seniores negam qualquer conhecimento das práticas alegadas.
O vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, exortou os Murdoch a enfrentarem as críticas, e um representante do Parlamento emitiu uma convocação para que compareçam.
"Eles não podem se esconder deste nível de angústia, revolta e até mesmo interesse público", disse Clegg a jornalistas.
"Quando alguém ocupa essa posição de poder, ela tem responsabilidade perante os milhões de pessoas que consomem os produtos de seus jornais e emissoras de televisão."
As alegações sobre grampos telefônicos, que chegaram ao auge no momento em que a proposta de compra da BSkyB por Murdoch deveria ser aprovada, este mês, agora estão reverberando em todo o mundo.
Alguns deputados dos EUA pediram uma investigação para averiguar se a News Corp. infringiu leis dos Estados Unidos, e na Austrália, onde Rupert Murdoch nasceu, a primeira-ministra disse que seu governo pode rever as leis de imprensa.
Murdoch, que já é dono de 39 por cento da BSkyB, suspendeu na quarta-feira sua proposta de compra do restante das ações da operadora, por 12 bilhões de dólares, depois de políticos britânicos terem se unido para lançar um chamado para que ele desistisse da transação.
A News Corp., sediada nos EUA, vem sendo abalada por uma série de escândalos devido a alegações de que seus jornalistas e investigadores contratados por ela a serviço do tablóide News of the World teriam grampeado as mensagens de voz de milhares de pessoas, desde vítimas de crimes notórios até familiares de soldados mortos na guerra do Afeganistão.
As alegações, que incluem o pagamento de propinas a policiais em troca de informações, animaram parlamentares britânicos de todos os partidos a se unirem em oposição a um empresário habituado havia anos a ser cortejado pela elite política.
A companhia anunciou que pai e filho vão comparecer ao Parlamento depois que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, criticou a decisão inicial dos Murdoch de não atender ao pedido.
Rebekah Brooks, chefe-executiva da News International e que era a editora do tablóide News of the World quando teria acontecido o escândalo de grampos telefônicos que está no centro da polômica envolvendo a News Corp, também vai comparecer. Depois que a polícia britânica prendeu um nono suspeito de envolvimento nos grampos telefônicos, identificado pela mídia como ex-editor sênior do jornal News of the World, ganhou força o chamado feito pelo governo para que o organismo regulador da mídia decida se a empresa de Murdoch tem condições de administrar estações de televisão britânicas.
Escândalo
Murdoch, de 80 anos, já foi forçado a fechar o "News of the World" e recuar em seu maior plano de aquisição até agora -- a compra da operadora britânica de TV paga BSkyB -- devido ao ultraje provocado por acusações de que repórteres teriam acessado mensagens telefônicas particulares.
Até agora, Murdoch e seu filho James, o herdeiro de seu império, têm defendido a executiva Rebekah Brooks, que comanda o braço dos jornais britânicos da empresa e era amiga do primeiro-ministro David Cameron, até que este reiterou chamados para que ela seja demitida.
Brooks concordou na quinta-feira em comparecer diante do comitê na próxima semana, mas disse que o inquérito policial pode limitar o que ela poderá dizer.
Murdoch, que é cidadão norte-americano, disse que só vai depor no inquérito público anunciado por Cameron depois de serem levantadas perguntas sobre o papel exercido por alguns policiais no escândalo e sobre as relações entre políticos britânicos e proprietários de mídia.
Paralmento hostilA recepção que os Murdoch terá no Parlamento com certeza será hostil. Na quarta-feira, durante um debate acalorado sobre o escândalo dos grampos, Dennis Skinner, um deputado trabalhista veterano, descreveu Murdoch como 'este câncer no organismo político'. Murdoch e outros executivos seniores negam qualquer conhecimento das práticas alegadas.
O vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, exortou os Murdoch a enfrentarem as críticas, e um representante do Parlamento emitiu uma convocação para que compareçam.
"Eles não podem se esconder deste nível de angústia, revolta e até mesmo interesse público", disse Clegg a jornalistas.
"Quando alguém ocupa essa posição de poder, ela tem responsabilidade perante os milhões de pessoas que consomem os produtos de seus jornais e emissoras de televisão."
As alegações sobre grampos telefônicos, que chegaram ao auge no momento em que a proposta de compra da BSkyB por Murdoch deveria ser aprovada, este mês, agora estão reverberando em todo o mundo.
Alguns deputados dos EUA pediram uma investigação para averiguar se a News Corp. infringiu leis dos Estados Unidos, e na Austrália, onde Rupert Murdoch nasceu, a primeira-ministra disse que seu governo pode rever as leis de imprensa.
Murdoch, que já é dono de 39 por cento da BSkyB, suspendeu na quarta-feira sua proposta de compra do restante das ações da operadora, por 12 bilhões de dólares, depois de políticos britânicos terem se unido para lançar um chamado para que ele desistisse da transação.
A News Corp., sediada nos EUA, vem sendo abalada por uma série de escândalos devido a alegações de que seus jornalistas e investigadores contratados por ela a serviço do tablóide News of the World teriam grampeado as mensagens de voz de milhares de pessoas, desde vítimas de crimes notórios até familiares de soldados mortos na guerra do Afeganistão.
As alegações, que incluem o pagamento de propinas a policiais em troca de informações, animaram parlamentares britânicos de todos os partidos a se unirem em oposição a um empresário habituado havia anos a ser cortejado pela elite política.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Jornal de Murdoch espionou o ex-premiê Brown, diz imprensa (Postado por Erick Oliveira)
Jornalistas do grupo "News International" repetidamente tentaram "grampear" o telefone do ex-premiê britânico Gordon Brown, informaram nesta segunda-feira (11) os jornais britânicos "Guardian" e "Independent" e a BBC.
O "Independent" afirmou que Brown deveria fazer um comunicado sobre o caso em breve. Segundo o "Guardian", jornalistas repetidamente tentaram acesso à secretária eletrônica, aos dados bancários do premiê e aos dados médicos de sua família.
O "Guardian" também disse ter indícios de que Brown foi espionado durante mais de dez anos, desde quando era ministro de Finanças até quando já era premiê.
O "Guardian" e a BBC também informam que há indícios de que o "Sunday Times", do grupo do magnata da mídia Rupert Murdoch, teve acesso a dados financeiros do ex-premiê.
O "Independent" afirmou que Brown deveria fazer um comunicado sobre o caso em breve. Segundo o "Guardian", jornalistas repetidamente tentaram acesso à secretária eletrônica, aos dados bancários do premiê e aos dados médicos de sua família.
O "Guardian" também disse ter indícios de que Brown foi espionado durante mais de dez anos, desde quando era ministro de Finanças até quando já era premiê.
O "Guardian" e a BBC também informam que há indícios de que o "Sunday Times", do grupo do magnata da mídia Rupert Murdoch, teve acesso a dados financeiros do ex-premiê.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Após escândalo de escutas, tabloide vai deixar de circular no Reino Unido (Postado por Erick Oliveira)
O tabloide dominical britânico "News of the World" vai deixar de circular depois do próximo domingo (10), informou nesta quinta o grupo News Corp Internacional, que o edita. A interrupção ocorre após novas denúncias de que a publicação teria grampeado telefones de fontes.
"Após consulta com os superiores, decidi que devemos tomar mais medidas em relação ao jornal. Este domingo será a última edição do News of the World", afirmou em um comunicado.
James Murdoch, presidente do grupo e filho do magnata Rupert Murdoch, disse que a empresa admite os erros cometidos e prometeu fazer o máximo para consertá-los.
Ele também disse que o dinheiro da última edição será doado para boas causas.
As últimas revelações no escândalo das escutas telefônicas do tabloide, suspeito agora de ter grampeado os telefones de parentes de soldados britânicos mortos no Iraque e no Afeganistão, aumentou a indignação e constrangeu o governo.
Após o anúncio do fechamento, o premiê David Cameron disse que todos os responsáveis por erros no caso devem ser levados à Justiça.
Várias famílias de militares mortos em ação manifestaram a sua indignação após terem lido o "Daily Telegraph", que assegura que seus telefones podem ter sido grampeados por um detetive particular a serviço do jornal sensacionalista. Seus números teriam sido encontrados nesses registros.
O ex-chefe do Estado-Maior, Richard Dannatt, declarou-se "atordoado", enquanto o ex-comandante das forças britânicas no Afeganistão Richard Kemp ficou "mudo de raiva".
Já o líder da oposição trabalhista, Ed Milliband, se disse "aborrecido".
"Nossas Forças Armadas e suas famílias merecem o respeito e o apoio da Nação", disse o ministro da Defesa, Liam Fox.
Este caso de escutas, que envenena a vida política no Reino Unido há meses, apresentou uma série de revelações espetaculares nos últimos dias.
O "News of The World" tem tiragem de 2,8 milhões de exemplares e era alvo de acusações de escutas irregulares desde 2006.
O caso gerou várias detenções e a demissão em janeiro de Andy Coulson, ex-redator-chefe, de seu posto de diretor de Comunicação do primeiro-ministro.
Nos últimos dias, o jornal foi acusado de ter feito escutas na família de uma jovem assassinada e em parentes de vítimas do atentado de Londres em 2005.
Os escândalos levaram várias empresas a cancelares anúncios nas páginas do tabloide.
"Após consulta com os superiores, decidi que devemos tomar mais medidas em relação ao jornal. Este domingo será a última edição do News of the World", afirmou em um comunicado.
James Murdoch, presidente do grupo e filho do magnata Rupert Murdoch, disse que a empresa admite os erros cometidos e prometeu fazer o máximo para consertá-los.
Ele também disse que o dinheiro da última edição será doado para boas causas.
As últimas revelações no escândalo das escutas telefônicas do tabloide, suspeito agora de ter grampeado os telefones de parentes de soldados britânicos mortos no Iraque e no Afeganistão, aumentou a indignação e constrangeu o governo.
Após o anúncio do fechamento, o premiê David Cameron disse que todos os responsáveis por erros no caso devem ser levados à Justiça.
Várias famílias de militares mortos em ação manifestaram a sua indignação após terem lido o "Daily Telegraph", que assegura que seus telefones podem ter sido grampeados por um detetive particular a serviço do jornal sensacionalista. Seus números teriam sido encontrados nesses registros.
O ex-chefe do Estado-Maior, Richard Dannatt, declarou-se "atordoado", enquanto o ex-comandante das forças britânicas no Afeganistão Richard Kemp ficou "mudo de raiva".
Já o líder da oposição trabalhista, Ed Milliband, se disse "aborrecido".
"Nossas Forças Armadas e suas famílias merecem o respeito e o apoio da Nação", disse o ministro da Defesa, Liam Fox.
Este caso de escutas, que envenena a vida política no Reino Unido há meses, apresentou uma série de revelações espetaculares nos últimos dias.
O "News of The World" tem tiragem de 2,8 milhões de exemplares e era alvo de acusações de escutas irregulares desde 2006.
O caso gerou várias detenções e a demissão em janeiro de Andy Coulson, ex-redator-chefe, de seu posto de diretor de Comunicação do primeiro-ministro.
Nos últimos dias, o jornal foi acusado de ter feito escutas na família de uma jovem assassinada e em parentes de vítimas do atentado de Londres em 2005.
Os escândalos levaram várias empresas a cancelares anúncios nas páginas do tabloide.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Tabloide é acusado de grampear vítimas de atentado em Londres (Postado por Erick Oliveira)
O escândalo de grampos telefônicos realizados pelo jornal britânico "News of The World", que está tendo grande repercussão no país, ganhou proporção ainda maior, após alegações de que o jornal teria invadido os telefones de famílias de vítimas dos atentados de 7 de julho de 2005, em Londres.
O escândalo a respeito de monitoramento de conversas telefônicas feitas pelo tabloide dominical surgiu em 2006, mas ganhou novo fôlego nessa semana, com a denúncia de que um detetive que trabalhava para o jornal teria grampeado o telefone celular de Milly Dowler, uma menina de 13 anos que desapareceu em 2002 e depois foi encontrada morta.
Também vieram à tona alegações de que o tabloide dominical teria feito pagamentos à polícia britânica em troca de informações. Os proprietários do tabloide entregaram à polícia e-mails que indicariam que o pagamento teria sido autorizado pelo então editor do jornal, Andy Coulson.
Coulson renunciou ao comando do "News of The World" em 2007, após um de seus repórteres e um detetive terem sido condenados por grampear telefones de integrantes da família real britânica. No início deste ano, ele renunciou ao cargo de porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, após terem surgido novas denúncias envolvendo jornalistas do "News of The World" e outras tentativas de invadir os telefones de políticos e celebridades.
O "News of The World", que é o jornal mais vendido aos domingos na Grã-Bretanha, com uma circulação média de quase 2,8 milhões de exemplares, pertencente ao grupo News Corporation (News Corp.), um dos maiores conglomerados mundiais de mídia, pertencente ao magnata australiano Rupert Murdoch.
Os negócios do grupo envolvem TV, cinema, jornais e publicidade. A News Corporation é dona dos jornais britânicos "The Sun" e "The Times", do americano "Wall Street Journal" e da rede de TV americana Fox.
O escândalo vem gerando pressões pela demissão de Rebekah Brooks, que foi editora do "News of the World" quando teriam sido feitas as gravações do celular de Milly Dowler. Hoje, ela é executiva-chefe da News International, divisão responsável pelos jornais britânicos da News Corp.
Atentados
Graham Foukes, cujo filho morreu em um dos atentados realizados em 2005, no metrô de Edgware, foi informado pela polícia que seu nome constava de uma lista de pessoas que teriam tido seus telefones invadidos.
Em entrevista ao programa Today, da BBC, Foukes disse que a ideia de que as conversas dele e sua família estavam sendo monitoradas após o ataque que tirou a vida de seu filho é ''horrenda'' e afirmou que gostaria de ter "uma conversa" com Rupert Murdoch.
''Após as explosões em Londres, nenhuma autoridade nos contatou ou qualquer outra família (das vítimas) por várias dias. Estávamos usando o telefone loucamente para tentar obter informação a respeito de David e saber onde ele estava. Se ele estava em um hospital ou em outro lugar. E falamos muito intimamente a respeito de temas pessoas. A ideia que esses caras poderiam estar escutando tudo isso é horrenda'', afirmou.
Indagado se teria alguma mensagem a dar a Rupert Murdoch, Foukes acrescentou: 'Eu gostaria muito de encontrá-lo e ter uma conversa aprofundada a respeito de responsabilidade e do poder que ele tem e como ele deveria ser usado de forma apropriada. Eu gostaria muito de encontrá-lo e de ter essa conversa''.
Clarence Mitchell, o porta-voz do casal Kate e Gerry McCann, pais da menina Madeleine, que desapareceu em um resort em Portugal em 2007, também contou ter sido contatada pela polícia a respeito da investigação sobre os grampos telefônicos. Mitchell diz ter verificado atividades suspeitas em sua conta telefônica em 2008.
Parlamentares britânicos realizarão um debate emergencial a respeito do escândalo nesta quinta-feira. E alguns políticos vem pedindo o boicote do "News of The World".
A montadora Ford anunciou que deixará de anunciar no "News of The World" até a conclusão das investigações a respeito das alegações de grampo telefônico.
As alegações de que funcionários do "News of the World" estariam envolvidos em interceptação ilegal de telefones começaram a pipocar em 2006. Em 2007, a Justiça condenou à prisão o correspondente do jornal para assuntos da Realeza Clive Goodman e o investigador Glenn Mulcaire por causa do grampo ilegal de telefones de membros família real.
A Polícia Metropolitana de Londres iniciou uma nova investigação em fevereiro de 2011, após alegações de que mais de 7 mil pessoas, entre elas atores, políticos, jogadores de futebol, apresentadores de TV e outras celebridades, tiveram seus telefones hackeados.
O escândalo a respeito de monitoramento de conversas telefônicas feitas pelo tabloide dominical surgiu em 2006, mas ganhou novo fôlego nessa semana, com a denúncia de que um detetive que trabalhava para o jornal teria grampeado o telefone celular de Milly Dowler, uma menina de 13 anos que desapareceu em 2002 e depois foi encontrada morta.
Também vieram à tona alegações de que o tabloide dominical teria feito pagamentos à polícia britânica em troca de informações. Os proprietários do tabloide entregaram à polícia e-mails que indicariam que o pagamento teria sido autorizado pelo então editor do jornal, Andy Coulson.
Coulson renunciou ao comando do "News of The World" em 2007, após um de seus repórteres e um detetive terem sido condenados por grampear telefones de integrantes da família real britânica. No início deste ano, ele renunciou ao cargo de porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, após terem surgido novas denúncias envolvendo jornalistas do "News of The World" e outras tentativas de invadir os telefones de políticos e celebridades.
O "News of The World", que é o jornal mais vendido aos domingos na Grã-Bretanha, com uma circulação média de quase 2,8 milhões de exemplares, pertencente ao grupo News Corporation (News Corp.), um dos maiores conglomerados mundiais de mídia, pertencente ao magnata australiano Rupert Murdoch.
Os negócios do grupo envolvem TV, cinema, jornais e publicidade. A News Corporation é dona dos jornais britânicos "The Sun" e "The Times", do americano "Wall Street Journal" e da rede de TV americana Fox.
O escândalo vem gerando pressões pela demissão de Rebekah Brooks, que foi editora do "News of the World" quando teriam sido feitas as gravações do celular de Milly Dowler. Hoje, ela é executiva-chefe da News International, divisão responsável pelos jornais britânicos da News Corp.
Atentados
Graham Foukes, cujo filho morreu em um dos atentados realizados em 2005, no metrô de Edgware, foi informado pela polícia que seu nome constava de uma lista de pessoas que teriam tido seus telefones invadidos.
Em entrevista ao programa Today, da BBC, Foukes disse que a ideia de que as conversas dele e sua família estavam sendo monitoradas após o ataque que tirou a vida de seu filho é ''horrenda'' e afirmou que gostaria de ter "uma conversa" com Rupert Murdoch.
''Após as explosões em Londres, nenhuma autoridade nos contatou ou qualquer outra família (das vítimas) por várias dias. Estávamos usando o telefone loucamente para tentar obter informação a respeito de David e saber onde ele estava. Se ele estava em um hospital ou em outro lugar. E falamos muito intimamente a respeito de temas pessoas. A ideia que esses caras poderiam estar escutando tudo isso é horrenda'', afirmou.
Indagado se teria alguma mensagem a dar a Rupert Murdoch, Foukes acrescentou: 'Eu gostaria muito de encontrá-lo e ter uma conversa aprofundada a respeito de responsabilidade e do poder que ele tem e como ele deveria ser usado de forma apropriada. Eu gostaria muito de encontrá-lo e de ter essa conversa''.
Clarence Mitchell, o porta-voz do casal Kate e Gerry McCann, pais da menina Madeleine, que desapareceu em um resort em Portugal em 2007, também contou ter sido contatada pela polícia a respeito da investigação sobre os grampos telefônicos. Mitchell diz ter verificado atividades suspeitas em sua conta telefônica em 2008.
Parlamentares britânicos realizarão um debate emergencial a respeito do escândalo nesta quinta-feira. E alguns políticos vem pedindo o boicote do "News of The World".
A montadora Ford anunciou que deixará de anunciar no "News of The World" até a conclusão das investigações a respeito das alegações de grampo telefônico.
As alegações de que funcionários do "News of the World" estariam envolvidos em interceptação ilegal de telefones começaram a pipocar em 2006. Em 2007, a Justiça condenou à prisão o correspondente do jornal para assuntos da Realeza Clive Goodman e o investigador Glenn Mulcaire por causa do grampo ilegal de telefones de membros família real.
A Polícia Metropolitana de Londres iniciou uma nova investigação em fevereiro de 2011, após alegações de que mais de 7 mil pessoas, entre elas atores, políticos, jogadores de futebol, apresentadores de TV e outras celebridades, tiveram seus telefones hackeados.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
A vocação, ou destino, dos jornalões: viverem do sensacionalismo
Coluna do Leitor
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Que os jornais ingleses são notórios por viverem de escândalos e de invasão e esculacho da privacidade alheia, todos sabemos.
Agora, um aspecto que poderíamos questionar, seria a tão decantada superioridade cívica e ou cultural das populações do dito primeiro mundo, como costuma avaliar o nosso velho “espírito de vira-latas”, se o seu principal entretenimento é a intimidade, vida pessoal senão detalhes que em outros países “menos civilizados” seria considerado ofensa séria e coibida por lei, em nome da decência e do bom censo.
Será que desenvolver um hábito, assim – como poderia dizer? – de gosto tão duvidoso, seria um pressuposto para se alcançar este “elevado nível de civilidade”?
Para avaliar o “bom gosto” dos ingleses, pesquisa feita recentemente e divulgada na Inglaterra, mostrou que os tais jornais sensacionalistas foram os únicos que não perderam leitores.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Lista de desejos de menina com câncer terminal faz sucesso na web (Postado por Erick Oliveira)
Uma adolescente britânica de 15 anos em estado terminal de câncer atraiu mais de 230 mil visitantes para o seu blog no qual relata sua busca em conseguir completar uma lista de 17 coisas que pretende fazer antes de morrer.
Alice Pyne lançou seu blog na última segunda-feira, após seus médicos terem considerado que não há mais tratamentos possíveis para o linfoma descoberto há quatro anos.
'Eu sei que o câncer está me vencendo e não parece que eu vou vencer esta', diz ela em sua apresentação no blog. 'É uma pena, porque há tanta coisa que eu ainda queria fazer', escreveu ela.
Ela prometeu documentar 'o tempo precioso com minha família e meus amigos, fazendo as coisas que eu quero fazer'. 'Você só tem uma vida... viva a vida', complementa.
Em uma mensagem postada após o sucesso do blog, ela escreveu: 'Nossa, eu pensei que estava só fazendo um pequeno blog para alguns amigos! Muito obrigado por todas suas adoráveis mensagens para mim'.
Entre os desejos da menina está nadar com tubarões, encontrar a banda Take That, visitar uma fábrica de chocolates e inscrever sua cachorra, Mabel, em um concurso.
Ela também incluiu em sua lista 'fazer todo mundo se inscrever para se tornar doador de medula'.
Na quarta-feira, com a repercussão de sua história, o próprio primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeu se tornar um doador após ouvir o relato do caso de Alice no Parlamento por um deputado opositor.
O sucesso também a ajudou a arrecadar mais de 10 mil libras (cerca de R$ 26 mil) em doações para uma organização beneficente de pesquisas sobre o câncer.
Doadores
No ano passado, Alice Pyne já tinha ganhado certa notoriedade na Grã-Bretanha ao lançar uma campanha com a associação Anthony Nolan, que ajuda pacientes que precisam passar por transplantes, para encontrar doadores de medula óssea que pudessem ajudá-la em seu tratamento.
Mais de mil pessoas se voluntariaram para doar a ela, mas em outubro os exames médicos mostraram que o câncer havia se espalhado e que já não havia opções de tratamento.
Ela passou por várias sessões de radioterapia e quimioterapia, além de se submeter a um transplante com as suas próprias células-tronco, mas os tratamentos não tiveram o resultado esperado.
Em sua apresentação no blog, a adolescente diz que não espera conseguir completar toda sua lista de desejos. 'Algumas coisas não vão acontecer, porque eu não posso nem mesmo viajar mais', diz. Um dos itens de sua lista é 'viajar para o Quênia'.
Ela diz, porém, que pensou que seria divertido publicar a lista na internet e ir marcando o que ela for conseguindo fazer, ao mesmo tempo atualizando os leitores do blog sobre o processo.
Graças ao sucesso do blog, porém, ela vem recebendo milhares de ofertas de ajuda para conseguir cumprir seus desejos. Em um comentário postado na quinta-feira, ela conta que vai conhecer o Take That no fim de semana.
'Estou tão excitada que nem posso esperar. Só espero que não fique doente ou algo estúpido', diz. 'Tenho vivido de pijamas no último ano, então minha mãe foi à cidade para comprar roupas para mim', conta.
'Parece que outras coisas que eu havia desejado estão sendo organizadas para mim, então obrigado a todos por isso. Eu me sinto uma garota de muita sorte', afirmou.
Alice Pyne lançou seu blog na última segunda-feira, após seus médicos terem considerado que não há mais tratamentos possíveis para o linfoma descoberto há quatro anos.
'Eu sei que o câncer está me vencendo e não parece que eu vou vencer esta', diz ela em sua apresentação no blog. 'É uma pena, porque há tanta coisa que eu ainda queria fazer', escreveu ela.
Ela prometeu documentar 'o tempo precioso com minha família e meus amigos, fazendo as coisas que eu quero fazer'. 'Você só tem uma vida... viva a vida', complementa.
Em uma mensagem postada após o sucesso do blog, ela escreveu: 'Nossa, eu pensei que estava só fazendo um pequeno blog para alguns amigos! Muito obrigado por todas suas adoráveis mensagens para mim'.
Entre os desejos da menina está nadar com tubarões, encontrar a banda Take That, visitar uma fábrica de chocolates e inscrever sua cachorra, Mabel, em um concurso.
Ela também incluiu em sua lista 'fazer todo mundo se inscrever para se tornar doador de medula'.
Na quarta-feira, com a repercussão de sua história, o próprio primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeu se tornar um doador após ouvir o relato do caso de Alice no Parlamento por um deputado opositor.
O sucesso também a ajudou a arrecadar mais de 10 mil libras (cerca de R$ 26 mil) em doações para uma organização beneficente de pesquisas sobre o câncer.
Doadores
No ano passado, Alice Pyne já tinha ganhado certa notoriedade na Grã-Bretanha ao lançar uma campanha com a associação Anthony Nolan, que ajuda pacientes que precisam passar por transplantes, para encontrar doadores de medula óssea que pudessem ajudá-la em seu tratamento.
Mais de mil pessoas se voluntariaram para doar a ela, mas em outubro os exames médicos mostraram que o câncer havia se espalhado e que já não havia opções de tratamento.
Ela passou por várias sessões de radioterapia e quimioterapia, além de se submeter a um transplante com as suas próprias células-tronco, mas os tratamentos não tiveram o resultado esperado.
Em sua apresentação no blog, a adolescente diz que não espera conseguir completar toda sua lista de desejos. 'Algumas coisas não vão acontecer, porque eu não posso nem mesmo viajar mais', diz. Um dos itens de sua lista é 'viajar para o Quênia'.
Ela diz, porém, que pensou que seria divertido publicar a lista na internet e ir marcando o que ela for conseguindo fazer, ao mesmo tempo atualizando os leitores do blog sobre o processo.
Graças ao sucesso do blog, porém, ela vem recebendo milhares de ofertas de ajuda para conseguir cumprir seus desejos. Em um comentário postado na quinta-feira, ela conta que vai conhecer o Take That no fim de semana.
'Estou tão excitada que nem posso esperar. Só espero que não fique doente ou algo estúpido', diz. 'Tenho vivido de pijamas no último ano, então minha mãe foi à cidade para comprar roupas para mim', conta.
'Parece que outras coisas que eu havia desejado estão sendo organizadas para mim, então obrigado a todos por isso. Eu me sinto uma garota de muita sorte', afirmou.
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