quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Brasil comemora 6º lugar entre as maiores economias do mundo


Apesar da conquista, o PIB per capita e o nível de vida dos brasileiros estão muito atrás de europeus e americanos


AFP PHOTO/VANDERLEI ALMEIDA
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Guido Mantega afirmou que o Brasil precisa de 10 a 20 anos para alcançar o nível de vida europeu


O Brasil comemora, orgulhoso, a conquista da sexta posição entre as maiores economias do mundo, mas especialistas e o governo admitem que o país só conseguirá alcançar os níveis de vida europeus em 20 anos e que ainda há grandes desafios pela frente, como erradicar a miséria.

"Do ponto de vista psicológico, esta é uma vitória de fim de ano fantástica, fora de série", disse o professor de administração da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, Ricardo Teixeira. "Mas não só o Brasil contribuiu para isto. A conjuntura mundial e principalmente a europeia também influenciaram", acrescentou.

Os principais jornais brasileiros comemoraram na capa de suas edições desta terça-feira (27) a notícia de que a economia brasileira deixou para trás a do Reino Unido, situando-se na sexta posição mundial, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França.

A informação havia sido dada na véspera pelo Centro de Pesquisas em Economia e Negócios (CEBR, na sigla em inglês), com sede em Londres.

No entanto, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita e o nível de vida dos brasileiros estão muito atrás dos de europeus e americanos.

O Brasil terminará o ano de 2011 com um PIB de US$ 2,5 trilhões contra US$ 2,8 trilhões da França, em quinto lugar. Mas o PIB per capita brasileiro é de US$ 12.900 dólares contra US$ 44.400 da França e US$ 48.100 dos Estados Unidos, primeira economia mundial, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Uma simulação feita pela agência de classificação de risco brasileira Austin Rating avaliou que em um cenário de crescimento otimista (+6,5% de crescimento ao ano), o PIB per capita do Brasil só alcançará o do gigante britânico em 2028.

O gigante sul-americano ainda tem grandes desafios a superar, como erradicar o analfabetismo, atualizar uma infraestrutura insuficiente, melhorar a saúde pública e acabar com a miséria, que segundo especialistas afeta 16 milhões dos 190 milhões de brasileiros.

"Este anúncio mostra a grandeza do Brasil e demonstra que o país é hoje uma grande potência econômica. Esta melhora do PIB é um reflexo de todas as medidas implementadas pelo país desde o início do Plano Real", criado em 1994 para estabilizar a economia, afirmou Alex Agostini, economista chefe da Austin Rating.

Parte da melhora do PIB do Brasil "se deve ao seu crescimento, parte é resultado do fortalecimento do real e parte é pela crise na Europa; o continente (europeu) terá uma década de crescimento baixo ou nenhum, como o Japão", disse o economista José Márcio Camargo, citado pelo jornal O Globo.

Mas "por outro lado, ainda há muito a fazer; serão necessários 20, 30 anos de ajustes para reduzir as diferenças sociais que existem no Brasil", acrescentou Agostini.

A erradicação da miséria é um dos grandes desafios da presidente Dilma Rousseff, que completa no domingo um ano de governo e que na segunda-feira prometeu que não descansará até alcançar esta meta.

"O Brasil tem uma carga tributária muito elevada, de países desenvolvidos, mas oferece à sociedade serviços públicos, como saúde e educação, do nível de um país subdesenvolvido", lamentou Agostini.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na segunda-feira (26) que o Brasil precisará de 10 a 20 anos para alcançar o nível de vida dos europeus.

"Isto significa que vamos ter que continuar crescendo mais do que estes países (desenvolvidos), aumentar o emprego e a renda da população. Temos um grande desafio pela frente", admitiu.

No entanto, Mantega mostrou-se otimista. "O FMI prevê que o Brasil será a quinta economia (do mundo) em 2015, mas acho que isto ocorrerá antes", disse o ministro, destacando que o Brasil cresce duas vezes mais rápido que os países europeus.

"Por isso, é inexorável que passemos à França e no futuro, quem sabe, a Alemanha, se ela não tiver um desempenho melhor", afirmou.


Brasil

Brasil comemora 6º lugar entre as maiores economias do mundo


Apesar da conquista, o PIB per capita e o nível de vida dos brasileiros estão muito atrás de europeus e americanos


AFP PHOTO/VANDERLEI ALMEIDA
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Guido Mantega afirmou que o Brasil precisa de 10 a 20 anos para alcançar o nível de vida europeu


O Brasil comemora, orgulhoso, a conquista da sexta posição entre as maiores economias do mundo, mas especialistas e o governo admitem que o país só conseguirá alcançar os níveis de vida europeus em 20 anos e que ainda há grandes desafios pela frente, como erradicar a miséria.

"Do ponto de vista psicológico, esta é uma vitória de fim de ano fantástica, fora de série", disse o professor de administração da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, Ricardo Teixeira. "Mas não só o Brasil contribuiu para isto. A conjuntura mundial e principalmente a europeia também influenciaram", acrescentou.

Os principais jornais brasileiros comemoraram na capa de suas edições desta terça-feira (27) a notícia de que a economia brasileira deixou para trás a do Reino Unido, situando-se na sexta posição mundial, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França.

A informação havia sido dada na véspera pelo Centro de Pesquisas em Economia e Negócios (CEBR, na sigla em inglês), com sede em Londres.

No entanto, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita e o nível de vida dos brasileiros estão muito atrás dos de europeus e americanos.

O Brasil terminará o ano de 2011 com um PIB de US$ 2,5 trilhões contra US$ 2,8 trilhões da França, em quinto lugar. Mas o PIB per capita brasileiro é de US$ 12.900 dólares contra US$ 44.400 da França e US$ 48.100 dos Estados Unidos, primeira economia mundial, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Uma simulação feita pela agência de classificação de risco brasileira Austin Rating avaliou que em um cenário de crescimento otimista (+6,5% de crescimento ao ano), o PIB per capita do Brasil só alcançará o do gigante britânico em 2028.

O gigante sul-americano ainda tem grandes desafios a superar, como erradicar o analfabetismo, atualizar uma infraestrutura insuficiente, melhorar a saúde pública e acabar com a miséria, que segundo especialistas afeta 16 milhões dos 190 milhões de brasileiros.

"Este anúncio mostra a grandeza do Brasil e demonstra que o país é hoje uma grande potência econômica. Esta melhora do PIB é um reflexo de todas as medidas implementadas pelo país desde o início do Plano Real", criado em 1994 para estabilizar a economia, afirmou Alex Agostini, economista chefe da Austin Rating.

Parte da melhora do PIB do Brasil "se deve ao seu crescimento, parte é resultado do fortalecimento do real e parte é pela crise na Europa; o continente (europeu) terá uma década de crescimento baixo ou nenhum, como o Japão", disse o economista José Márcio Camargo, citado pelo jornal O Globo.

Mas "por outro lado, ainda há muito a fazer; serão necessários 20, 30 anos de ajustes para reduzir as diferenças sociais que existem no Brasil", acrescentou Agostini.

A erradicação da miséria é um dos grandes desafios da presidente Dilma Rousseff, que completa no domingo um ano de governo e que na segunda-feira prometeu que não descansará até alcançar esta meta.

"O Brasil tem uma carga tributária muito elevada, de países desenvolvidos, mas oferece à sociedade serviços públicos, como saúde e educação, do nível de um país subdesenvolvido", lamentou Agostini.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na segunda-feira (26) que o Brasil precisará de 10 a 20 anos para alcançar o nível de vida dos europeus.

"Isto significa que vamos ter que continuar crescendo mais do que estes países (desenvolvidos), aumentar o emprego e a renda da população. Temos um grande desafio pela frente", admitiu.

No entanto, Mantega mostrou-se otimista. "O FMI prevê que o Brasil será a quinta economia (do mundo) em 2015, mas acho que isto ocorrerá antes", disse o ministro, destacando que o Brasil cresce duas vezes mais rápido que os países europeus.

"Por isso, é inexorável que passemos à França e no futuro, quem sabe, a Alemanha, se ela não tiver um desempenho melhor", afirmou.


Brasil

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Bebê inglesa depende de aparelho para respirar enquanto dorme (Postado por Lucas Pinheiro)

“A maioria dos pais provavelmente adora ver seus baixinhos tirar uma soneca no meio do dia – mas, para nós, é aterrorizante”. É assim que o inglês Chris Wyse descreve o sentimento em relação à doença sofrida por sua filha de seis meses.

A pequena Jovie para de respirar quando adormece. A hipoventilação alveolar primária ou maldição de Ondina -- em referência a uma lenda da mitologia germânica -- é uma doença rara -- há cerca de 300 casos diagnosticados no mundo -- e vem de nascença.

O que mantém Jovie viva é um aparelho, um ventilador especial que se acopla à garganta da menina por meio de um tubo. Ela passa 21 horas por dia ligada ao aparelho e, por garantia, nunca pode ficar muito longe dele.

“O ventilador é a sua tábua de salvação, não podemos ir a lugar nenhum sem ele”, conta o pai. “É difícil brincar com ela e agir como uma família normal, porque sempre temos medo de que ela possa ficar com sono de repente e perder a respiração”.

Jovie nasceu prematura e teve de ficar no hospital até que se desenvolvesse. Mas logo os médicos desconfiaram de que havia algo errado com a respiração da menina e chegaram ao diagnóstico.

A criança foi submetida a uma traqueostomia – cirurgia que abre um espaço no pescoço para a entrada do tubo. Inicialmente, ficava o tempo todo acoplada ao ventilador. Hoje, ela já está em casa pode retirá-lo de vez em quando, mas ainda precisa de supervisão profissional durante a noite.

“Temos a esperança de que quando Jovie ficar maior e mais forte, não vá precisar do ventilador o tempo todo”, diz o pai. “No mínimo, ela sempre terá de usar uma máscara de ventilação para dormir, mas esperamos que ela consiga crescer e levar uma vida normal”, completa.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Após invasão de embaixada, Londres alerta Irã para 'sérias consequências' (Postado por Lucas Pinheiro)

O Reino Unido considerou o Governo iraniano responsável pela "falha muito grave" de segurança que permitiu invasões à embaixada britânica em Teerã nesta terça-feira (29), e alertou que o incidente acarretará "sérias consequências".

O Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido recomendou que seus cidadãos evitem as viagens não essenciais ao Irã e pediu ao pequeno número de britânicos que se encontram nesse país que permaneçam em suas casas.

"Nós responsabilizamos o governo iraniano por falhar em tomar medidas adequadas para proteger nossa embaixada, como nós solicitamos. (...) Claramente haverá outras e sérias consequências", disse o secretário de Relações Exteriores britânico, William Hague.

Em comunicado, o ministério afirmou que todo o pessoal britânico da embaixada em Teerã e suas famílias (um total de 24 pessoas) foi localizado e que agora tentam estabelecer o local onde se encontram todos os empregados de segurança da legação.

Estudantes radicais iranianos invadiram duas vezes nesta terça as instalações da embaixada do Reino Unido no país, em protestos contra as sanções britânicas a Teerã.

Mais cedo, dezenas de manifestantes já haviam invadido um dos prédios. Eles substituíram a bandeira britânica pela iraniana e chegaram a manter seis funcionários reféns, mas depois deixaram o local.

Os manifestantes protestavam contra as sanções de Londres a Teerã por causa de seu programa nuclear.

Hague deve fazer nesta quarta-feira (30) perante o Parlamento uma declaração sobre o Irã. Ele frisou que expressou ao seu colega iraniano de Exterior seu mais enérgico protesto e pediu ao Governo de Teerã que tome "medidas imediatas para garantir a segurança do pessoal britânico, a devolução das propriedades roubadas da embaixada e proteger de forma imediata o recinto".

A tensão entre Irã e o Reino Unido foi aumentando nos últimos dias depois que, na semana passada, Londres decidiu suspender todas as transações financeiras com os bancos iranianos, inclusive o Banco Central do Irã, por seu programa nuclear.

Há dois dias, o Parlamento iraniano ratificou por grande maioria uma lei para diminuir as relações com o Reino Unido no nível dos encarregado de negócios, o que representa a retirada dos embaixadores.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Britânico diz que derrame o fez largar noiva e virar gay (Postado por Erick Oliveira)

Um britânico que jogava rúgbi e estava noivo diz que um derrame mudou sua sexualidade. Chris Birch, de 26 anos, tentava dar um salto mortal de costas em frente a amigos em um campo, quando caiu, quebrou o pescoço e sofreu um derrame.
"Eu era gay quando acordei e ainda sou", disse ele à mídia britânica. "Sei que parece estranho, mas quando ganhei consciência, eu imediatamente me senti diferente. Eu não estava mais interessado em mulheres. Eu era definitivamente gay. Eu nunca tinha sentido atração por homens antes - eu nunca tive nem amigos gays."
Cabelereiro
Antes do acidente, Birch diz que passava os fins de semana assistindo a programas de esportes na TV e bebendo com amigos.
"De repente, eu passei a odiar tudo na minha vida antiga. Não me dava bem com meus amigos, odiava esporte e achava meu emprego (em um banco) chato", conta ele.
"Eu comecei a me preocupar mais com minha aparência, pintei o cabelo e comecei a malhar. Mudei de um skinhead de 120 quilos a um homem bem cuidado de 70."
Além de terminar o noivado e parar de jogar rúgbi, ele mudou de profissão: passou a ser cabeleireiro. Hoje, ele vive com o namorado em um apartamento em cima do salão onde trabalha.
Cérebro
Birch diz que seu neurologista explicou que o derrame pode ter aberto uma parte diferente de seu cérebro, explicação que é considerada aceitável pela Associação Britânica de AVC (Acidente Vascular cerebral).
"Durante a recuperação, o cérebro faz conexões neurais que podem despertar coisas das quais as pessoas não tinham consciência, como um novo sotaque, língua ou talvez uma sexualidade diferente", disse o porta-voz Joe Korner.
Apesar das mudanças em sua vida, Birch diz que não se arrepende da transformação. "Acho que sou mais feliz do que nunca."

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Manifestantes anticapitalismo entram no clima de Halloween em Londres (Postado por Erick Oliveira)

Manifestante vestido de esqueleto, em referência ao Dia das Bruxas, protesta contra o G-20 (grupo dos países com as 20 maiores economias do mundo) em frente à Catedral de Saint Paul, em Londres, nesta segunda-feira.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Mulher que tem 100 personalidades lança livro (Postado por Erick Oliveira)

Chegou hoje às livrarias britânicas a autobiografia da pintora Kim Noble. O livro, na verdade, está longe de ser uma autobiografia padrão, já que a própria Kim não se lembra de muita coisa de sua vida. Kim é o corpo – ou um nome na certidão de nascimento – que abriga mais de 100 personalidades. Ela sofre de um transtorno psiquiátrico chamado dissociativo, mais conhecido na linguagem popular como “múltiplas personalidades”. Kim ficou famosa na Inglaterra há alguns anos, quando suas personalidades começaram a pintar quadros como forma de revelar seus traumas e aflições. O caso de Kim repercutiu até Estados Unidos, onde ela deu uma entrevista à Oprah Winfrey no ano passado. Agora, mais de dez anos depois de muita terapia para conciliar todos os perfis que habitam a mente de Kim, ela conseguiu reunir seus fragmentos de memória para tecer sua própria história no livro “All of Me: My Incredible Story of How I Learned to Live with the Many Personalities Sharing My Body”. Um livro para contar a história de tanta gente não poderia ter um nome menor. Na tradução para o português seria algo do tipo: Tudo sobre mim – minha incrível história de como aprendi a conviver com as múltiplas personalidades que compartilham o meu corpo).
Os medicos e terapeutas que atendem Kim acreditam que o transtorno dissociativo tenha sido causado pelos sucessivos abusos que ela sofreu na infância. Seus pais eram operários e Kim era freqüentemente deixada com pessoas desconhecidas. Sua mente teria se fragmentado para se proteger do trauma do abuso. Muitas das personalidades não se lembram das violências, outras, como Ria Pratt, uma menina de 12 anos, retratam cenas chocantes por meio das pinturas. Patrícia, atualmente o perfil dominante, diz ser feliz porque não lembra dos abusos. É Patrícia quem está no comando de Kim na maior parte do dia. É ela quem cuida de Aimee, a filha de 14 anos de Kim. Mas, na hora das refeições, quem aparece é Judy. A personalidade de 15 anos se acredita gorda e tem problemas para comer. Dentro de Kim vivem até homens. Um deles é Ken, de 21 anos, gay.
Cada um dos perfis de Kim não tem conhecimento da existência dos outros – com exceção de Patrícia, que aceita ter o transtorno dissociativo. Mas isso não significa que ela se lembre do que acontece quando é outro perfil que está no comando. Isso pode causar uma série de problemas a Kim: uma personalidade pode mudar o celular de lugar e a outra não irá encontrá-lo, uma marca consulta com um médico, mas a que está no comando no horário do compromisso não sabe que tem uma consulta. Kim diz que já deixou bilhetes pela casa com recados para as personalidades. Mas frequentemente encontra respostas do tipo “Cuide de sua própria vida”. Kim, ou melhor, Patrícia, que é quem falar por ela boa parte do tempo, diz que as trocas de personalidade acontecem de três a quatro vezes por dia.
A história de Kim foi marcada por sucessivas internações em hospitais psiquiátricos. Ela só recebeu o diagnóstico de transtorno dissociativo quando tinha 34 anos. A notícia, conta, foi um alívio. Ela já havia recebido tratamento para depressão, esquizofrenia e alguns outros transtornos dos manuais de psiquiatria. Desde que começou a tratar as múltiplas personalidades, não passou por nenhuma internação e parou de tomar remédios. Ela diz que a terapia foi fundamental para aprender a conciliar os múltiplos perfis. Para agendar horários e entrar em contato com a terapeuta, cada personalidade tem sua própria conta de e-mail com uma senha.
Mesmo em meio a essa confusão de perfis, Kim encontrou forças para lutar pela guarda da filha, retirada pela Justiça assim que Aimee nasceu. Ela foi devolvida seis meses depois. A Justiça achava que Kim que não teria condições de criar uma criança. Quem deu a luz à Aimee foi a personalidade Dawn, que ficou traumatizada com a perda da guarda e continua “vivendo” no ano do nascimento de Aimee, 1997, em busca da filha. Ela acha que a Aimee, hoje uma adolescente de 14 anos, é filha de uma amiga. Quando Aimee era criança, foi Hayley, uma super mãe, que se tornou a personalidade dominante naquela época.
Imaginem o que deve ter sido para Aimee crescer com tantas mães! Ela diz estar perfeitamente acostumada e conhece melhor do que ninguém cada uma das personalidades. Kim diz que tem certeza de que nenhum de seus perfis seria capaz de fazer a mal à sua filha porque eles apareceram justamente como uma forma de proteção durante a infância de Kim.