sábado, 2 de maio de 2015

É uma menina! Nasce segundo filho de Kate Middleton e príncipe William

Bebê veio ao mundo neste sábado, 2, em Londres. Ela nasceu às 8h34, pesando 3,700kg.

Juliana Maselli e Victor Hugo Câmara do EGO, no Rio

Kate Middleton e Príncipe William (Foto: Reuters)Kate Middleton e Príncipe William (Foto: Reuters)
Nasceu neste sábado, 2, o segundo bebê do Príncipe William e de Kate Middleton. É uma menina e nasceu às 8h34 (horário de Londres) com 3,700kg, diz comunicado oficial do palácio de Kensington. Ainda segundo a mensagem, Kate e o bebê passam bem. William acompanhou o parto. O nome da criança será anunciado no devido tempo. Elizabeth II e seu marido, Príncipe Phillip, o Príncipe Charles - pai do príncipe - e a mulher, Camilla, Príncipe Harry e outros membros de ambas famílias já foram informados. A criança é o quinto bisneto da rainha e agora é a quarta na sucessão do trono. Segundo a jornalista Victoria Murphy, do "Mirror", assim que o nascimento foi anunciado por Tony Appleton, fã que faz às vezes de arauto da família real vestido à caráter - ele fez o mesmo com George -, depois de tocar um sino, a multidão que aguardava ansiosa em frente ao hospital comemorou aos gritos. O anúncio formal do nascimento deve ser colocado em breve, de acordo com a tradição, em frente ao palácio de Buckingham.
Tony Appleton, fã da família real, anuncia nascimento vestido a caráter (Foto: AFP)Tony Appleton, fã da família real, anuncia nascimento
vestido a caráter (Foto: AFP)
Kate deu entrada no hospital às 6h
Horas antes de anunciar o nascimento, a página oficial do Palácio de Kensington também aumentou a ansiedade da imprensa e dos fãs do casal real ao revelar que Kate havia dado entrada no St. Mary's Hospital às 6h (horário de Londres), 2h do horário de Brasília. Segundo o comunicado, Kate viajou de carro do palácio de Kensington para a maternidade acompanhada do Príncipe William e estava nos primeiros estágios do trabalho de parto.
Segurança dobrada
O hospital montou um esquema especial para chegada de bebê de Kate Middleton. A princípio os profissionais responsáveis pela segurança do entorno do hospital ficariam até a quinta-feira, 30, mas a permanência deles foi prorrogada até a terça-feira, 5, como mostrou em seu perfil no Twitter o repórter da rede "BBC", Peter Hunt.
Kate dirige carro poucos dias antes de dar à luz
Às vésperas de dar à luz seu segundo filho, Kate parecia estar bem tranquila e levando a rotina dentro da sua normalidade. A Duquesa de Cambridge foi fotografada na manhã de terça-feira, 28, dirigindo o próprio carro ao deixar o palácio de Buckingham, residência oficial da Rainha Elizabeth II, após levar o filho, George, para nadar.

Imprensa do mundo inteiro na porta do hospital onde Kate dará à luz (Foto: Reuters)Imprensa do mundo inteiro na porta do hospital onde
Kate está (Foto: Reuters)
Casal real enviou café da manhã aos fãs acampados em frente a hospital
No mesmo dia, a intensa movimentação de funcionários da família real britânica em frente à maternidade causou certa comoção entre a imprensa presente no local. Segundo o jornal "Mirror", o número de jornalistas e fotógrafos na porta do local aumentou muito depois que uma equipe de segurança passou por lá pela manhã com um cão farejador e membros do alto escalão da assessoria de imprensa chegaram. Também naquela manhã os fãs que já estavam acampados na frente do hospital receberam um agrado de William e Kate. O casal real enviou café da manhã para o grupo que monta vigília no local há dias.
Na expectativa para o nascimento do caçula de Kate e William, fontes do jornal inglês "Telegraph" chegaram a dizer que a duquesa de Cambridge poderia induzindo o parto, já que a previsão inicial era que a criança nascesse no dia 23 de abril. O jornal explicou que é costume esperar até duas semanas para fazer a indução, mas uma fonte do St. Mary contou que a equipe não constuma esperar mais do que uma semana.
Bebê animado
Aos seis meses de gestação a Duquesa de Cambridge teria dito a um adolescente, durante a reabertura de uma escola de crianças carentes, em Londres, que sentia o bebê mexendo muito. "Ele está mexendo o tempo todo. Estou sentindo ele chutando agora", contou a mulher do príncipe William, que na época afirmou que não sabia o sexo do bebê, segundo o site do "Mail Online".
Náuseas e vômitos
Os enjoos que Kate sentia regularmente durante sua segunda gestação chegaram a atrapalhar seus compromissos oficiais. Middleton foi para a casa dos pais ficar um tempo tranquila e os meses de gravidez, segundo o "Daily Mail". De acordo com a publicação, a duquesa de Cambridge está sofrendo de hiperêmese gravídica, que provoca o excesso de náuseas e vômitos, atrapalha a rotina e impede a gestante de se alimentar adequadamente, podendo-a fazer perder peso.

Palácio de Kensington Palace anuncia nascimento do bebê de Kate Middleton e Príncipe William (Foto: Twitter / Reprodução)Palácio de Kensington Palace anuncia nascimento do bebê de Kate Middleton e Príncipe William (Foto: Twitter / Reprodução)
Tony Appleton, fã da família real, anuncia nascimento vestido a caráter (Foto: AFP)Tony Appleton, fã da família real, anuncia nascimento vestido a caráter (Foto: AFP)
O anúncio do nascimento foi escrito em um pergaminho (Foto: AFP)O anúncio do nascimento foi escrito em um 'pergaminho' (Foto: AFP)
Policiais vigiam entrada principal da ala Lindo do hospital St Mary, em Londres (Foto: AFP)Policiais vigiam entrada principal da ala Lindo do hospital St Mary, em Londres (Foto: AFP)
Fãs da família real esperam novidades na porta do hospital (Foto: Reuters)Fãs da família real esperam novidades na porta do hospital (Foto: Reuters)
Fãs da família real esperam novidades na porta do hospital (Foto: Reuters)Fãs da família real esperam novidades na porta do hospital (Foto: Reuters)
Imprensa do mundo inteiro na porta do hospital onde Kate dará à luz (Foto: AFP)Imprensa do mundo inteiro na porta do hospital onde Kate dará à luz (Foto: AFP)

 



sábado, 31 de janeiro de 2015

Exército britânico terá unidade especializada em redes sociais

G1
O Exército britânico irá criar uma nova unidade especializada em mídias sociais para ajudar nas guerras "da era da informação".
Grupos como o autodenominado "Estado Islâmico" têm forte atuação nas redes sociais, por meio da qual fazem recrutamentos e outras ações.

O objetivo do Exército é tentar influenciar populações pelas redes sociais.

Segundo a corporação, a ideia surgiu a partir de lições aprendidas na Guerra do Afeganistão. O chefe da força, general Nick Carter, disse que a medida era uma tentativa de operar de modo "mais inteligente".

A 77ª Brigada, composta de reservistas e tropas regulares e com base em Hermitage, Berkshire, será formalmente criada em abril.

Um porta-voz do Exército disse que a unidade iria "desempenhar um papel fundamental para permitir que o Reino Unido lute na era da informação".

"A brigada está sendo criada para reunir uma série de habilidades essenciais para enfrentar os desafios do conflito e das guerra modernas.

"Ela reconhece que um campo de batalha moderno pode ser afetado de maneiras não necessariamente violentas e se baseia fortemente nas lições do Afeganistão, entre outros."

O recrutamento para a brigada, em que 42% do pessoal será reservista, terá início a partir de março.

Seus membros virão da Marinha, da Aeronáutica e do Exército.

A unidade também vai atuar com as chamadas "operações psicológicas" -focada em desenvolvimento de estratégias de comunicação com as populações locais- e vai buscar "novas formas de permitir que civis sirvam ao lado de militares".

O porta-voz do Exército disse que a unidade terá como inspiração o "espírito de inovação" dos Chindits na Campanha de Mianmar durante a Segunda Guerra Mundial, de 1942-1945.

Chindits era o nome dado a grupos que operavam na selva birmanesa tendo como alvo as comunicações japonesas.

A nova unidade também vai usar a antiga insígnia Chindit de um Chinthe, uma criatura mítica birmanesa que é meio-leão e meio-dragão.

Marketing
Paul Rogers, professor de segurança internacional na Universidade de Bradford, disse que o anúncio representa uma "grande expansão" das operações psicológicas do Exército e foi uma "tentativa de reposicionamento e atualização" nesta área de seu trabalho.

"Tivemos muita dificuldade no Iraque e no Afeganistão. O que o Exército está fazendo agora é tentar aprender com o modo como estes grupos estão usando as mídias sociais", explicou.

Ele acrescentou: "Em alguns sentidos é uma estratégia defensiva. Nós vimos a capacidade incrível do 'Estado Islâmico' na internet, Facebook, Instagram e todo o resto."

Um ex-oficial do Exército que participou de operações psicológicas nos Balcãs, no Afeganistão e no Iraque, Simon Bergman, disse que a unidade vai ajudar a construir "o Exército do futuro".

"Por exemplo, a Brigada 77 terá um grande componente de civis que vão atuar com as populações, conseguindo efeitos militares - e um efeito mais amplo, pois, como sabemos do Afeganistão, os militares não trabalham isoladamente. Funcionam como um componente do governo".

Análise
Leia a análise do correspondente para assunto de Defesa da BBC, Jonathan Beale:

O Exército diz que aprendeu lições valiosas no Afeganistão - e uma dela é que não pode vencer guerras usando apenas força militar.

A nova brigada será composta de militares que não apenas carregam armas, mas que também sejam capazes de usar as mídias sociais, como Twitter e Facebook, e arte obscura das "operações psicológicas", conhecidas como "psyops".

Eles vão tentar influenciar populações locais e provocar mudanças de comportamento por meio do que o Exército chama de meios tradicionais e não tradicionais.

Civis com habilidades desejadas irão trabalhar ao lado das tropas regulares e reservistas e podem ser enviadas para qualquer lugar do mundo para ajudar a "conquistar corações e mentes".

Isso pode ser visto como prova de que o Exército está se adaptando à guerra assimétrica moderna, e que continua a ser relevante num momento em que há temores, no Exército britânico, de que ocorram mais cortes após a eleição britânica, em maio.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Reino Unido apela ao público para tentar salvar abelhas da extinção

(POSTADO PELO "PROGRAMA DE PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE E DAS ESPÉCIES AMEAÇADAS" DA FUNDAÇÃO PORTAL DO PANTANAL)

19/07/2014 | 11h39min

Abelhas estão diminuindo ao redor do mundo e cientistas ainda não descobriram motivo. (Foto: AFP Photo/Philippe Huguen)

Cinco passos podem ajudar a conter o declínio das populações de abelhas e outros polinizadores vitais para manter a cadeia alimentar da qual as pessoas dependem, afirmaram as autoridades britânicas nesta semana ao fazer um apelo público.
Governos de todo o mundo têm se alarmado com o forte declínio no número de abelhas, que desempenham um papel fundamental nos ecossistemas, especialmente nos cultivos que compõem grande parte da alimentação humana.
Segundo a agência France Presse, os cinco passos são: plantar mais flores, arbustos e árvores ricas em néctar e pólen; deixar trechos de terra livres para o crescimento de plantas silvestres; aparar a grama com menos frequência; evitar perturbar ou destruir insetos aninhados ou em hibernação; e pensar cuidadosamente antes de usar pesticidas.
"Polinizadores como as abelhas são vitais para o meio ambiente e para a economia, e eu quero assegurar que faremos tudo o possível para salvaguardá-los", disse o vice-ministro de Meio Ambiente, Rupert de Mauley.
"É por isso que estamos encorajando a todos para que adotem algumas poucas ações simples e façam seu papel em ajudar a proteger nossas abelhas e borboletas", acrescentou.
Estratégia nacional para polinizadores
Os cinco passos impulsionados pelo Ministério do Meio Ambiente são divulgados antes da publicação pelo governo, prevista para este ano, de uma estratégia nacional para proteger polinizadores.
A organização Amigos da Terra saudou a iniciativa, mas instou o governo a trabalhar para limitar o uso de pesticidas, que se acredita ser um fator chave neste declínio.
"O governo também precisa desempenhar seu papel, fortalecendo sua vindoura Estratégia Nacional de Polinizadores para responder a todas as ameaças que as abelhas enfrentam, especialmente apoiando os fazendeiros a reduzir o uso de pesticidas e contendo a perda continuada de hábitat vital como as pradarias", disse o diretor executivo Andy Atkins.
O governo britânico tem sido criticado por se opor às restrições da União Europeia ao uso de vários neonicotinoides em cultivos favorecidos pelas abelhas. As substâncias têm sido vinculadas ao declínio nas populações de abelhas e aves.
Importância das abelhas
A mortalidade de abelhas ao redor do planeta ameaça ambos os processos. Entre as possíveis causas já listadas estão o uso excessivo de pesticidas, como os neonicotinoides, excesso de parasitas que afetam esses insetos, poluição do ar e da água, além do estresse causado pelo gerenciamento inadequado das colmeias.

Investigar essas e outras hipóteses é importante, porque pode evitar um possível caos ambiental. O declínio põe em risco a capacidade global de produção de alimentos.
Para se ter ideia, segundo a Organização das Nações Unidas, os serviços de polinização prestados por esses insetos no mundo – seja no ecossistema ou nos sistemas agrícolas -- são avaliados em US$ 54 bilhões por ano. Além disso, 73% das espécies vegetais cultivadas no mundo são polinizadas por alguma espécie de abelha.
G1

domingo, 30 de novembro de 2014

Mais de 13 mil pessoas ainda são escravizadas no Reino Unido

Dados chegam num momento em que o primeiro-ministro David Cameron lançou um plano contra a escravidão moderna

Grilhões utilizados em crianças vítimas da escravidão nem sempre são peças de museu
Foto: Getty Images
Mais de 13.000 pessoas podem estar em situação de escravidão no Reino Unido, um número quatro vezes superior ao de estimativas anteriores, indicou neste sábado o ministério do Interior britânico.
Os dados de 2013 incluem mulheres forçadas a se prostituir e gente obrigada a trabalhar em fábricas e no campo, em sua maioria estrangeiros.
"Que não reste dúvidas, a escravidão está se instalando aqui, no Reino Unido", declarou a ministra do Interior, Theresa May.
"Jovens são estupradas, espancadas, passam de um abusador a outro e são exploradas sexualmente para conseguir dinheiro. Homens vulneráveis são enganados para realizar trabalhos pesados durante horas antes de ser trancados em casas geladas ou em trailers dilapidados", acrescentou.
"Obrigam as pessoas a trabalhar no campo, em fábricas e em barcos pesqueiros (...) e crianças são exploradas", afirmou.
"Devemos mandar uma mensagem contundente a todos os traficantes e fornecedores de escravos de que pagarão por seus crimes".
Os dados chegam num momento em que o primeiro-ministro David Cameron lançou um plano contra a escravidão moderna, com uma nova legislação que deve ser aprovada em 2015.
Os cálculos de outro organismo governamental contabilizavam 2.744 pessoas em situação de escravidão em 2013, mas o número de 13.000 pretende incorporar uma estimativa dos casos ocultos, explicou o assessor cientista principal do ministério, Bernard Silverman.
Ele afirmou que os dados deveriam ser tratados a título indicativo, já que sua análise inclui pressupostos que, embora fossem plausíveis, não são simples de comprovar.
AFP  

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Parlamento britânico aprova bombardeios contra o EI no Iraque

Forças reais irão se juntar à coalizão liderada pelos Estados Unidos.
Premiê retirou Parlamento de recesso após pedido do governo iraquiano.

Da France Presse
Manifestantes protestam foram do parlmaneto britânico nesta sexta-feira (26) contra ação militar do Reino Unido no Iraque (Foto: REUTERS/Neil Hall)Manifestantes protestam foram do parlmaneto britânico nesta sexta-feira (26) contra ação militar do Reino Unido no Iraque (Foto: REUTERS/Neil Hall)
O Parlamento britânico aprovou nesta sexta-feira (26) a realização de bombardeios contra os militantes do Estado Islâmico no Iraque. A aprovação ocorreu com 524 votos a favor e 43 contra, permitindo que a Força Aérea real se junte às forças militares lideradas pelos Estados Unidos de forma imediata.

Se o primeiro ministro britânico, David Cameron, quiser estender a campanha à Síria, como fez Washington, precisará voltar ao Parlamento.

O Iraque solicitou a vários governos estrangeiros a ajuda, ao contrário da Síria, o que provoca as dúvidas britânicas a respeito de ampliar a campanha ao país vizinho.

Seis bombardeiros Tornado GR-4 baseados em Chipre já foram colocados em alerta para realizar os primeiros ataques. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, retirou o Parlamento de seu recesso para a votação após um pedido de ajuda oficial do governo iraquiano.
A moção autoriza ataques aéreos, mas estabelece que não haverá soldados britânicos em terra.
O premiê britânico, David Cameron, fala no Parlamento britânico, nesta sexta-feira (26), e pede votos a favor da intervenção militar do Reino Unido no Iraque  (Foto:  REUTERS/UK Parliament via REUTERS TV)O premiê britânico, David Cameron, fala no
Parlamento britânico, nesta sexta-feira (26), e pede
votos a favor da intervenção militar do Reino Unido
no Iraque (Foto: REUTERS/UK Parliament
via REUTERS TV)
O líder da oposição trabalhista, Ed Miliband, deu seu apoio ao governo, mas disse que será preciso algo além de bombardeios.
"Temos que aprender as lições do passado e ser claros com os britânicos, isso significa dispor de uma estratégia global, humanitária e política, além de militar", sustentou Miliband.

Os Estados Unidos lideram uma coalizão internacional que tenta enfraquecer a organização extremista com bombardeios aéreos.

Luta por anos
Mais cedo nesta sexta, Cameron afirmou que a campanha militar contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria pode demorar anos.

"Esta será uma missão que vai durar não apenas meses, mas anos, mas eu acredito que temos que estar preparados para este compromisso", disse Cameron no Parlamento, que votará uma autorização para a participação do país nos bombardeios americanos contra o EI, apenas no Iraque no momento.
"Esta não é uma ameaça no outro extremo do mundo", disse Cameron.
"Se não for enfrentada, acabaremos enfrentando um califado às margens do Mediterrâneo, na fronteira com um membro da Otan, Turquia, e com uma determinação declarada e provada de atacar nosso país e nossa população".
"Isto não é uma fantasia, está acontecendo diante de nós e temos que enfrentar", completou.
"Se permitirmos ao Estado Islâmico crescer e propagar-se, a ameaça será maior".
"O Estado Islâmico tem que ser destruído", afirmou Cameron, que no momento busca permissão apenas para bombardeios no Iraque e sem o envio de tropas de combate terrestres, uma fórmula que permitiria o envio de assessores ou forças especiais pontualmente.
"Não queria trazer ao Parlamento uma moção que não tivesse consenso", explicou.

Mais países na coalizão
O Reino Unido não foi o único a anunciar sua participação na campanha americana. Holanda, Bélgica e Dinamarca colocaram a disposição da coalizão aviões de combate F-16, enquanto Austrália e Grécia anunciaram a entrega de material militar aos combatentes curdos no Iraque.

Já o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta sexta que a posição de seu país sobre a luta contra o EI havia mudado após a libertação de um grupo de reféns turcos, dando a entender que poderia se unir à coalizão militar internacional contra o grupo jihadista.
Caça F-16 da Bélgica decola nesta sexta-feira (26) para se juntar à coalizão internacional contra o Estado Islâmico no Iraque (Foto: REUTERS/Eric Vidal)Caça F-16 da Bélgica decola nesta sexta-feira (26) para se juntar à coalizão internacional contra o Estado Islâmico no Iraque (Foto: REUTERS/Eric Vidal)
 
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Escócia diz 'não' à independência e se mantém no Reino Unido

'Não' venceu com quase 55% dos votos.
'Sim' obteve 45% dos votos.

Do G1, em São Paulo
Apoiadores da campanha ‘Não’ reagem com festa e alegria ao resultado da apuração do referendo na Escócia. (Foto: Dylan Martinez / Reuters)Apoiadores da campanha ‘Não’ reagem com festa e alegria ao resultado da apuração do referendo na Escócia. (Foto: Dylan Martinez / Reuters)

A Escócia rejeitou a proposta de ser independente do Reino Unido no referendo realizado no país na quinta-feira (17), com a vitória do "não" por quase 55% dos votos, informam as agências internacionais de notícias Efe, France Presse (AFP) e Reuters. A rede britânica BBC chegou a antecipar, no início da madrugada desta sexta (19), que os eleitores rejeitariam a proposta dos separatistas.
A apuração não terminou oficialmente, mas a proposta de manter o país no Reino Unido, o 'Não', não pode mais ser batida.
O 'Não' liderou as parciais na apuração do referendo sobre a independência da Escócia. Dos 31 dos distritos - de um total de 32 - que já tiveram os resultados divulgados, o 'Não" venceu em 26 deles. O resultado parcial às 2h40 era de 55,42% pelo 'Não' (1.914.187 votos, ultrapassando os 1.852.828 necessários para se vencer o referendo) e de 44,58% pelo 'Sim' (1.822.443).
A rede britânica BBC divulgou uma prévia de que o 'Não' venceria o referendo por 55% a 45% por volta de 1h15.
O líder separatista, Alex Salmond, reconheceu a derrota. "A Escócia decidiu que este não é o momento de ser um país independente".
A votação começou às 7h (3h, no horário de Brasília) em 2.608 postos em toda a Escócia, e a apuração teve início assim que o processo foi encerrado, às 22h (18h, em Brasília).
A vice-primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, admitiu que "há uma real decepção com o fato de que não conseguimos a vitória, por pouco", neste histórico referendo celebrado pelos escoceses.
Patrick Harvie, deputado verde do Parlamento escocês e partidário da independência, já havia admitido 'resultados decepcionantes'.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, falou com Alistair Darling, líder da campanha do 'Não', para felicitá-lo "por um bom trabalho".
Michael Gove, ministro da Educação e um dos integrantes do gabinete britânico mais próximos a Cameron, disse: "o Reino Unido está salvo".
A apuração foi retardada devido ao alto índice de participação, em torno de 84%, exceto por algumas exceções, como a cidade de Glasgow, onde a participação foi de 75%. No total, 4.285.323 eleitores estavam habilitados: todos os residentes legais na Escócia - britânicos ou não - com idades acima de 16 anos. Os escoceses que vivem no exterior não puderam votar.
Os eleitores responderam à pergunta: "Escócia deve se tornar um país independente?"
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014


Referendo na Escócia: O que acontece se o 'sim' ganhar?


  • Bem Stansall/ AFP
    Ativistas pró-independência posam vestindo roupas tradicionais escocesas em Edimburgo, na Escócia, antes do referendo que decidirá se o país se separa do Reino Unido ou não Ativistas pró-independência posam vestindo roupas tradicionais escocesas em Edimburgo, na Escócia, antes do referendo que decidirá se o país se separa do Reino Unido ou não
Mais de 4 milhões de pessoas na Escócia estão registradas para votar no referendo de independência, que acontece nesta quinta-feira (18).
Moradores com mais de 16 anos devem responder 'sim' ou 'não' à pergunta: "A Escócia deverá se tornar um país independente?"

Caso o 'sim' triunfe, começa um processo que, dentro de um ano e meio, implicará no desaparecimento do Reino Unido em sua forma atual e no surgimento de uma nova nação na Europa.

Desde o papel da rainha às forças nucleares, passando pela política de imigração, tudo será submetido a uma redefinição.

Diante de tal cenário, a BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, discute questões-chave trazidas à tona por uma Escócia independente.


Como e quando será declarada a independência?

A data proposta seria 24 de março de 2016. O objetivo é ter tempo suficiente para negociar questões-chave com o governo de Londres.
Por sua vez, o prazo permitiria que as eleições para o Parlamento escocês, marcadas para o dia 5 de maio de 2016, pudessem se tornar o primeiro grande sufrágio de um Parlamento independente.

Os defensores do 'sim' dizem que 18 meses são um período razoável e sugerem que nem tudo deve ser decidido antes da declaração de independência.

Eles citam o exemplo da República Tcheca e Eslováquia, onde muitos detalhes foram finalizados após a separação.


O que acontecerá com a bandeira?

A atual bandeira britânica, conhecida como Union Jack, combina as cores dos três santos padroeiros da Inglaterra, Escócia e Irlanda.
O Flag Institute, uma organização cultural, afirma ter recebido muitas propostas para uma 'nova bandeira'. Alguns sugerem, por exemplo, incorporar o símbolo do dragão de Wales após um eventual separação da Escócia.
Mas a ideia de exibir em destaque um símbolo prezado por 3 milhões de galeses provavelmente não agradaria 53 milhões de britânicos.

Responsável pelo registo oficial de símbolos heráldicos, o Colégio de Armas disse que, tecnicamente, não seria necessário mudar a bandeira caso a Rainha, como propõem os defensores da independência, continue sendo chefe de Estado de uma Escócia independente.


Como chamar o Reino Unido?

A Grã-Bretanha, que, juntamente com a Irlanda do Norte, forma o Reino Unido, ficaria certamente "menor", uma vez que, sem a Escócia, perderia 5,3 milhões de habitantes, ou 8% de sua população atual, além de cerca de 30% de seu território.
O nome de um futuro Reino Unido sem a Escócia é uma das questões mais controversas. É provável que o nome continue o mesmo, mas, na percepção internacional, o termo adquire uma nova conotação, um país com menos influência global ou uma "Little Britain".


A rainha Elizabeth 2ª, do Reino Unido, continuará sendo rainha da Escócia independente?

No seu Livro Branco, um compêndio que reúne as diretrizes de uma futura Escócia 'livre', os defensores da separação sugerem que Elizabeth 2ª se torne chefe de Estado da nova nação, o mesmo papel que a monarca desempenha, por exemplo, no caso do Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
Se isso definitivamente acontecer, Elizabeth 2ª não iria deixar sua residência de verão, o Castelo Balmoral, ou sua residência escocesa oficial, o Palácio de Holyrood, em Edimburgo.

Mas é possível que, no futuro, o Parlamento passe a incluir partidos que se opõem à monarquia, e, eventualmente, o país torne-se uma república.

Escócia e Inglaterra tiveram a mesma monarquia desde James 6º da Inglaterra (conhecido na Escócia como James 1º) herdou o trono inglês em 1603. Um século depois, pelo chamado 'Act of Union' ou acordo de união de 1707, os dois países selaram a união política.


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Escócia faz referendo de independência36 fotos

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16.set.2014 - A vice-primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, come um cupcake com o dizer "Sim" durante uma visita a uma reunião em Renfrew, na Escócia, nesta terça-feira (16). Na próxima quinta-feira (18), a população da Escócia irá votar em um referendo se é a favor ou contra a separação do país do Reino Unido. O Reino Unido prometeu garantir altos níveis de financiamento à Escócia, concedendo aos escoceses maior controle sobre seus gastos de saúde, em uma última tentativa para alavancar apoio pela manutenção do Reino Unido antes do referendo Leia mais Leon Neal/ AFP

Qual será a moeda da Escócia independente?

O líder escocês Alex Salmond, chefe do executivo do país e líder da campanha do "sim", disse que a Escócia vai continuar a usar a libra como moeda oficial, embora funcionários do alto escalão de Londres rejeitem essa possibilidade.
Na eventualidade de a Escócia continuar usando a libra como moeda como outras nações usam o dólar americano, as autoridades em Londres advertem que não levariam em conta as necessidades da Escócia na hora de desenhar a política monetária.

Outra possibilidade seria adotar o euro, mas isso faria com que as taxas de juros, a regulação financeira e as políticas fiscais provavelmente seriam ditadas por entidades externas. Em qualquer caso, a União Europeia não confirmou quando admitiria a Escócia como membro.

Outros dizem que a melhor opção seria uma nova moeda escocesa, mas alguns especialistas alertam que levaria de cinco a sete anos para implementar um novo Banco Central escocês.


O que acontecerá com o petróleo?

As reservas de petróleo do Mar do Norte são vistos como a chave para garantir uma economia viável após a independência. Em sua campanha pelo "Sim", Salmond disse que o país teria uma renda futura em torno de US$ 13 bilhões (R$ 30,5 bilhões) para o biênio 2016-2017. Mas a grande questão é: quanto mais petróleo existe nos poços escoceses?
O governo regional estima que as reservas sejam de 24 bilhões de barris no fundo do mar. As estimativas são baseadas em estudos de Alex Kemp, especialista em petróleo da Universidade de Aberdeen.

No entanto, projeções de outros especialistas são menos promissoras e calculam as reservas em 15 milhões, avaliação compartilhada pelo presidente da anglo-holandesa Shell, Ben van Beurden.

As grandes empresas vão onde a geologia e os incentivos fiscais são mais atraentes. Dadas as perspectivas limitadas de novas descobertas no Mar do Norte, muitas empresas poderiam concentrar-se em países como Angola, Brasil e Golfo do México. Sendo assim, evitar a saída das empresas de petróleo será um dos maiores desafios de uma Escócia livre no campo econômico.


O que acontecerá com a fronteira entre Inglaterra e Escócia?

Autoridades escocesas propõem um acordo de fronteiras abertas, como o que existe atualmente na Irlanda.
Mas é difícil imaginar que o governo de Londres aceite um acordo com um país que defende uma política sobre imigração substancialmente diferente.

Enquanto o governo britânico vem procurando restringir novos imigrantes, Alex Salmond diz defender um aumento líquido do número de imigrantes de 24 mil pessoas por ano.

Se a Escócia passar a fazer parte da União Europeia e aprovar o acordo de Schengen de livre circulação de pessoas para todos os europeus, é provável que o Reino Unido queira implementar controles de fronteiras com o novo país vizinho.


O que acontecerá com a ONU, União Europeia e Otan?

Atualmente, o Reino Unido faz parte da ONU, da União Europeia e da Otan.
É quase certo, segundo especialistas, que a Escócia independente faça parte da União Europeia, mas advertem que o processo não será fácil ou rápido.

O novo país, no entanto, deve solicitar sua adesão, o que exige a aprovação e ratificação pelos parlamentos dos outros 28 países-membros.

Alguns analistas preveem que os países com movimentos separatistas, como a Espanha e a Bélgica podem dificultar o processo.

Todos os novos membros também devem se comprometer a adotar o euro, o que impediria uma união monetária com o resto do Reino Unido.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse à BBC que seria "extremamente difícil, se não impossível" a Escócia aderir à União Europeia.

Em relação à Otan, o quadro é ainda mais complexo. Uma Escócia independente deveria solicitar formalmente sua integração à aliança, o que pode levar de dois a três anos.

Mais problemático, porém, é que, como membro da Otan, a Escócia deve aceitar a política da organização sobre a questão nuclear.

Mas o Partido Nacional disse que com uma vitória do 'sim', Londres terá de retirar o programa Trident de seu território, o mais caro projeto de defesa do Reino Unido, que inclui quatro submarinos de mísseis nucleares. A base do programa Trident está em Clyde, na costa oeste da Escócia.

Outra questão espinhosa é o assento permanente do Reino Unido no Conselho de Segurança da ONU. Uma potencial divisão do Reino Unido poderia se tornar um argumento para potências emergentes como o Brasil e a Índia pleitear novamente as posições com poder de veto na organização.


O que acontecerá com as Forças Armadas?

O Partido Nacional Escocês prevê um processo gradual para formar suas próprias Forças Armadas, que contariam com 15 mil membros efetivos e 5 mil reservistas.
Os planos também incluem uma nova sede para as forças armadas escoceses na base naval de Faslane.

O SNP diz que, com um orçamento superior a US$ 3 bilhões (cerca de R$ 7 bilhões), equivalente ao da Dinamarca, o novo país poderia desempenhar um papel importante em missões de paz, semelhante realizado por tropas dinamarquesas na Líbia.


O que acontecerá com a BBC na Escócia?

O governo escocês propõe um acordo pelo qual uma nova emissora nacional, a SBC, ou Scottish Broadcasting Service, incorporaria os ativos e os funcionários da BBC na Escócia, além de manter uma parceria com a emissora que lhe dará origem.
A SBC receberia os mais de US$ 400 milhões (cerca de R$ 940 milhões) pagos anualmente por moradores escoceses no chamado licence fee, o imposto que incide sobre todas as famílias britânicas que têm uma TV e financia a emissora pública.

É provável que, segundo especialistas, se chegue a um acordo pelo qual os escoceses vão continuar a pagar o license fee, mas o governo escocês desembolsaria um valor extra para ter acesso à toda a programação da BBC em TV, rádio, internet e serviços digitais .


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Celebridades britânicas: quem é a favor e quem é contra a independência da Escócia?17 fotos

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O ator escocês Sean Connery -- cavaleiro da rainha Elizabeth 2ª desde 2000 -- se declarou a favor de que a Escócia se torne independente do Reino Unido. "Como um escocês e, como alguém com um amor ao longo da vida, tanto pela Escócia quanto pelas artes, acredito que a oportunidade de independência é boa demais para perder", afirmou o ator. O referendo sobre a independência do país acontecerá no próximo dia 18, e pesquisas apontam um alto número de eleitores indecisos Getty Images

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