domingo, 21 de outubro de 2018

Centenas de milhares exigem em Londres um novo referendo sobre o ‘Brexit’




Mais de 500.000 pessoas se reuniram neste sábado no centro de Londres para exigir do Governo britânico a convocação de um novo referendo sobre o acordo final do Brexit, que continua sendo negociado entre o Reino Unido e a União Europeia a cinco meses do prazo para a desfiliação do país do bloco continental. A cifra de participação foi calculada pelos organizadores do protesto, que terminou em frente ao Parlamento.
A capital britânica teve uma manhã ensolarada, quase calorosa, e isso contribuiu para um ambiente festivo e cheio de sorrisos. Entre os manifestantes estavam numerosos cidadãos de outros países da UE, representados pelo grupo de pressão The3Million, que defende os interesses dos quase 3,4 milhões de cidadãos europeus residentes em solo britânico.
“Estou há 17 anos neste país. Vivo em Southampton. E nunca tinha visto tanta divisão entre as pessoas como com o Brexit. Mas também é a primeira vez que vejo tantos ingleses se proclamarem abertamente europeus e se sentirem europeus”, dizia, avançando com dificuldade no meio da multidão, a espanhola Paz, casada com o britânico Paul, a quem ela convenceu, junto com alguns poucos amigos, a amarrarem bandeiras espanholas no pescoço.
Bem ao seu lado caminhava John, que carregava um cartaz que chamava a atenção entre as centenas de slogans, cada um mais original que o outro: “Keep my wife in here” (“deixem a minha mulher aqui”). A esposa de John é Maria, da Grécia. “E essa é a razão pela qual eu vim. Essa, e para reivindicar que haja uma segunda consulta, embora nada indique que [o Governo] vai nos dar ouvidos”, dizia.
A manifestação de Londres foi convocada pela organização People’s Vote (“voto popular”), que reúne diversas associações pró-UE. A última grande passeata até o Parlamento britânico cobrando um novo referendo havia ocorrido em junho, com a participação de 100.000 pessoas. Os organizadores esperavam, e conseguiram, segundo seus cálculos, que esta fosse ainda maior. O protesto reuniu uma multidão em torno da difícil tarefa de convencer a primeira-ministra Theresa May a convocar uma segunda consulta popular sobre o resultado de suas negociações com Bruxelas.
Apesar do ambiente festivo, a mensagem era séria: o Brexit prometido pelos eurocéticos antes do referendo de junho de 2016, no qual o rompimento com a UE se impôs com 52% dos votos, não tem nada a ver com o que está sendo negociado agora. Os organizadores acreditam, além disso, que os britânicos que na época votaram a favor de deixar o clube comunitário hoje modificariam sua posição, por terem entendido as consequências reais de romper com a UE. “Ninguém pensou, na hora de votar, que íamos acabar no caos que estamos vendo nestes dias. Ninguém, nem sequer os partidários de abandonar a UE, acreditavam que sairíamos do Mercado Comum ou da União Alfandegária. Mentiram para nós. E precisamos votar de novo”, dizia Dorothy, que viajou da localidade de Bath acompanhada de seu marido.
May já deixou muito claro que não tem nenhuma intenção de permitir uma nova consulta popular sobre o assunto. “Agora querem um segundo referendo para voltar a se dirigir ao povo britânico e lhe dizer ‘Ah, sentimos muito, achamos que vocês se enganaram’”, disparou a primeira-ministra na quarta-feira na Câmara dos Comuns, no Palácio de Westminster. “Não haverá um segundo referendo. As pessoas votaram, este Governo implementará [a decisão].”
Os organizadores do protesto deste sábado, por sua vez, salientam que a poucos meses do Brexit, previsto para 29 de março de 2019, as negociações entre Londres e Bruxelas estão bloqueadas, em especial por causa da questão da fronteira terrestre na ilha da Irlanda. Além disso, alegam, persiste a incerteza sobre como o Reino Unido deixará a UE. “Os problemas mais importantes ainda precisam ser negociados, e muitas consequências [do Brexit] continuam sendo escondidas”, opina Carmen Smith, partidária do movimento For Our Future (“pelo nosso futuro”), citada em um comunicado. “O tempo urge. É um tema urgente. A elite do Brexit demonstrou que era incapaz de resolver o problema.”
A ideia de um novo referendo ganhou cada vez mais adeptos nos últimos meses no Reino Unido, e é apoiada por vários políticos, entre eles o ex-primeiro-ministro trabalhista Tony Blair. As recriminações políticas sobre como o país chegou a esta situação após dois anos de negociações estão deixando May cada vez isolada – criticada pela oposição e, sobretudo, por proeminentes figuras de seu próprio partido. Mas não é certeza que uma segunda consulta resolva o problema: as pesquisas dão cerca de 50% aos partidários de permanecer na UE, e o mesmo tanto ao outro lado.
Entre os oradores na manifestação estavam o prefeito de Londres, o trabalhista Sadiq Khan, e o ex-jogador de futebol Gary Lineker, astro do Barcelona na década de 1980, que mandou uma mensagem de vídeo com seu apoio. “Chegou a hora de retomarmos o controle da situação”, gritou Khan, sob aplausos. Diferentemente da falta de empenho demonstrada por seu partido na hora de defender uma segunda consulta, o prefeito de Londres foi firme desde o princípio em sua reivindicação de que a opinião pública seja ouvida.

sábado, 29 de setembro de 2018

E se Hitler tivesse vencido a Segunda Guerra?

A rendição dos aliados não serviria de nada. Os nazistas seguiriam expandindo seu império. E uma hora chegariam à América Latina.BLICIDADE


https://super.abril.com.br/historia/e-se-hitler-tivesse-vencido-a-segunda-guerra/

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Segunda Guerra Mundial em 100 fotos poderosas





quinta-feira, 20 de setembro de 2018


Alckmin sobre Bolsonaro: “O candidato da bala deu o primeiro tiro”

Geraldo Alckmin aproveitou o ruído entre as declarações de Paulo Guedes e Jair Bolsonaro sobre unificação de impostos para atacar o presidenciável do PSL.
“O candidato da bala deu o primeiro tiro: no contribuinte, no pobre, na classe média, na economia. O que ele quer é aumentar imposto. Nós vamos fazer o contrário”, afirmou o candidato do PSDB em Guarulhos-SP.


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https://www.oantagonista.com/brasil/alckmin-sobre-bolsonaro-o-candidato-da-bala-deu-o-primeiro-tiro/

sábado, 7 de maio de 2016

Sadiq Khan é eleito o primeiro prefeito muçulmano de Londres

Trabalhista de 45 anos é filho de um motorista de ônibus paquistanês.
Ele derrotou o bilionário conservador Zac Goldsmith.


Sadiq Khan fala nesta sexta-feira (6) após ter sua vitória anunciada nas eleições de Londres (Foto: Foto AP/Kirsty Wigglesworth)Sadiq Khan fala nesta sexta-feira (6) após ter sua vitória anunciada nas eleições de Londres (Foto: Foto AP/Kirsty Wigglesworth)
O candidato trabalhista Sadiq Khan se tornou, nesta sexta-feira (6), o primeiro muçulmano a ser eleito prefeito de Londres.
"Quero agradecer a cada londrino por fazer o impossível possível hoje", afirmou Khan logo após a declaração de sua vitória. "Quero que cada londrino tenha as oportunidades que a nossa cidade deu a mim e minha família".

"Meu pai estaria tão orgulhoso de que a cidade que ele escolheu para chamar de casa escolheu um de seus filhos para ser prefeito", afirmou em seu discurso.
Sadiq Khan, de 45 anos e filho de um motorista de ônibus do Paquistão, teve 1.310.143 de votos (57%) e venceu o conservador Zac Goldsmith, filho de um bilionário e casado com uma Rotschild, que teve 994.614 votos (43%).Enquanto Khan fazia discurso de agradecimento, o candidato Paul Golding do partido de extrema direita Britain First virou as costas para o novo prefeito de Londres.Candidato Paul Golding do partido de direita Britain First vira as costas durante discurso de vitória de Sadiq Khan, eleito novo prefeito de Londres nesta sexta-feira (6) (Foto: LEON NEAL / AFP)Candidato Paul Golding do partido de direita Britain First vira as costas durante discurso de vitória de Sadiq Khan, eleito novo prefeito de Londres nesta sexta-feira (6) (Foto: LEON NEAL / AFP)Seu pai era um motorista de ônibus, e a mãe, costureira. Diferentemente da maioria dos parlamentares britânicos, toda sua educação foi em escolas públicas.A eleição de Khan é uma ótima notícia para o líder trabalhista Jeremy Corbyn, que enfrentou seu primeiro teste eleitoral sob os olhares atentos dos críticos de seu partido.Separatistas vencem na EscóciaNa Escócia, o partido separatista SNP conquistou 63 dos 129 assentos em jogo, onde os trabalhistas caíram para terceiro lugar, com 24 assentos, atrás dos conservadores (31) nesta região do norte de forte tradição trabalhista e contestatória.


Durante a campanha, Goldsmith e o primeiro-ministro David Cameron insistiram em apresentar Khan como alguém com vínculos com extremistas muçulmanos, uma estratégia que parece ter-se voltado contra os conservadores.
Sadiq Khan nasceu em 1970 em uma família paquistanesa recém-chegada ao Reino Unido. Ele cresceu em um bairro de Tooting, uma área popular do sul de Londres, com seus seis irmãos e uma irmã.
"Em toda a Inglaterra, havia previsões de que perderíamos municípios. Isso não aconteceu, aguentamos firme", declarou Corbyn a um grupo de correligionários.
Para o professor de Política Matthew Goodwin, da Universidade de Kent, "o Partido Trabalhista tem um problema sério, ainda que a eleição de um prefeito trabalhista em Londres distraia a atenção. É o terceiro na Escócia, pela primeira vez desde 1910, e não conseguiu impressionar no sul da Inglaterra, onde terá de investir se quiser vencer as próximas eleições gerais de 2020".
Em comparação com as eleições de 2011, os nacionalistas perderam seis cadeiras, os conservadores ganharam 16, e os trabalhistas, que não param de perder influência desde o referendo de independência em 2014, cederam 13.
A grande vencedora das eleições na Escócia foi a líder conservadora Ruth Davidson, que combina eloquência com simpatia, que nunca escondeu sua homossexualidade e que, em suma, transcende as posições de seu partido.
A chefe do governo regional e do SNP, Nicola Sturgeon, declarou que vão governar sozinhos e que não têm "intenção de buscar um acordo formal" com outro partido.
O objetivo do SNP nessas eleições era fortalecer a hegemonia local e conseguir um mandato para exigir um novo referendo sobre a independência, algo que poderia acontecer depois de 23 de junho, dia do referendo sobre a União Europeia.
Também foram realizadas eleições regionais no País de Gales e Irlanda do Norte.
No País de Gales, os trabalhistas venceram sem maioria absoluta, e o UKIP, o partido antieuropeu de Nigel Farage, conquistou sete assentos na assembleia, sua primeira incursão em um parlamento regional. Os resultados do Ulster serão conhecidos no sábado.
G1GLOBO
Postado por: Ygor I. Mendes
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sábado, 17 de outubro de 2015

Suprema Corte do Reino Unido decide pela legalidade do Uber em Londres

LONDRES - O serviço de transporte de passageiros Uber é legal em Londres, decidiu a mais alta corte do país nesta sexta-feira, após meses de protestos de motoristas dos táxis pretos na capital que alegam que o serviço prejudica seu negócio.
Diferentemente dos táxis, que podem ser tomados na rua e usam um taxímetro para calcular a cobrança, o Uber permite que clientes agendem e paguem por corridas usando um aplicativo em seus smartphones.
Também fornece um segundo aplicativo para motoristas calcularem o custo da corrida.
O tribunal foi questionado para decidir se a tecnologia infringe as leis que proíbem o uso de taxímetros em veículos privados na capital britânica.
O juiz Duncan Ouseley decidiu nesta sexta-feira que o aplicativo não pode ser considerado um taxímetro e que, portanto, não é ilegal.
"Um taxímetro não é um aparelho que recebe sinais de GPS durante uma corrida e envia dados de GPS para um servidor localizado fora do veículo, que calcula uma tarifa e envia a informação de volta para o aparelho", disse.
Motoristas de táxis realizaram grandes protestos em Londres, argumentando que o Uber infringe as leis de licenciamento locais. Manifestações também têm ocorrido em outras cidades incluindo Paris e São Paulo.
Na capital paulistana, o prefeito Fernando Haddad (PT), sancionou na semana passada decreto que cria nova categoria de táxis na cidade, os "táxis pretos", em um primeiro passo para a regulamentação de serviços de transporte operados por aplicativos de celular.
O Uber afirmou na ocasião que o texto aprovado é inconstitucional e não se enquadra ao serviço prestado pela companhia, que continuaria operando normalmente na cidade.
No Rio de Janeiro, o aplicativo obteve na semana passada liminar da Justiça estadual que suspende os efeitos de lei municipal sancionada recentemente que proibia a atividade dos motoristas da companhia de transporte urbano na cidade.
CONSULTA
A decisão da corte de Londres é, no entanto, independente de uma consulta que a autoridade de transporte londrina fez no mês passado, propondo regras mais rígidas que poderiam atingir a empresa com sede em San Francisco, cujos investidores incluem Goldman Sachs e Google.
Sob esse plano, as empresas teriam de fornecer uma confirmação de agendamento ao menos cinco minutos antes de uma corrida ser iniciada e permitir que táxis fossem agendados com até seis dias de antecedência.
As companhias também não poderiam oferecer veículos para agendamento imediato via aplicativo e deveriam especificar uma tarifa antes de a corrida ser aceita, assim como uma série de outras propostas de mudanças.
(Por Costas Pitas)
Reuters

segunda-feira, 6 de julho de 2015

E a princesa Charlotte foi baptizada


O baptizado da princesa Charlotte, filha de William e Kate, foi neste domingo, na igreja de Santa Maria Madalena, em Sandringham, o mesmo templo onde a avó, a princesa Diana, fora baptizada em Agosto de 1961.
O dia estava soalheiro e acolhedor no condado de Norfolk e a cerimónia, presidida pelo arcebispo da Cantuária, contou com 30 convidados, entre eles os membros mais próximos da família real britânica – da rainha Isabel II, a bisavó, passando pelo avô Carlos que foi acompanhado pela mulher Camila Parker-Bowles, e pelos avós maternos e os irmãos da duquesa de Cambridge. O grande ausente foi o tio Harry, irmão de William, que está em viagem por África. Charlotte chegou de carrinho, empurrada pela mãe. Não se trata de um carro para bebé de última geração, mas um clássico azul de enormes rodas, o mesmo que foi usado pelos filhos da rainha de Inglaterra. Os princípes optaram por chegar a pé, de modo a que a multidão de curiosos que se juntou no local os pudesse ver. Também não houve direito a roupas novas e a princesa envergou o mesmo vestido de baptizado que o irmão, dois anos antes, usara. Trata-se de uma réplica de um vestido de 1841, criado para a filha mais velha da rainha Vitória. Coube a Mario Testino, o fotógrafo peruano amigo da princesa Diana, fazer as fotografias depois da cerimónia. Algumas horas antes da cerimónia, o palácio de Kensington tornou público os nomes dos cinco padrinhos e madrinhas escolhidos pelos duques de Cambridge: Thomas van Straubenzee e James Meade, amigos do príncipe; Laura Fellowes, sobrinha da princesa Diana e prima de William; Sophie Carter, amiga de longa data de Kate; e Adam Middleton, primo da duquesa.